sábado, 2 de abril de 2011

Revista de Psicologia da IMED recebe artigos.

A Revista de Psicologia da IMED encontra-se em sua terceira edição e está em fase de organização da  publicação de seu quarto número. Nossa revista é um periódico semestral da Escola de Psicologia da Faculdade Meridional/IMED. Destina-se à publicação de trabalhos originais relacionados à produção científica nas diversas áreas da psicologia, de origem nacional e estrangeira e apresenta fluxo constante de submissão de artigos.

Convido para acessarem a Revista de Psicologia da IMED,  que está recebendo artigos para as suas próximas edições, agora em novo formato e layout remodelado, no link abaixo:

http://revistapsico.imed.edu.br/

sexta-feira, 4 de março de 2011

AVIDA É FEITA DE CICLOS...

A vida se constitui de "ciclos que se fecham e novos que se abrem no horizonte de nossas vidas"; nunca estamos plenamente satisfeitos.

Meu ciclo do doutorado culminou com a defesa da minha tese de doutorado intitulada "Evidências Psicométricas do Cuestionário de Ansiedad Social para Adultos (CASO-A30)" no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, sob orientação da Profª Drª Margareth da Silva Oliveira no grupo de pesquisa Avaliação e Atendimento em Psicoterapia Cognitiva. 

A Banca Examinadora foi fundamental para que esse momento se tornasse mais especial e os integrantes foram muito profissionais, tecendo importantes sugestões ao meu estudo: Profª Drª Zilda Del Prette (UFSCAR/SP), Profª Drª Eliane Falcone (UERJ), Prof. Dr. Marco Antônio Teixeira (UFRGS) e Prof. Dr. Gabriel Gauer (PUCRS), além, é claro da presença da Margareth, orientadora presidente da minha banca de defesa do doutorado.



Minha orientadora é uma pessoa especial, que cativa a todos os amigos, colegas, alunos e orientandos dos cursos de mestrado e doutorado e posso dizer com toda a certeza que a Marga sempre foi, é e sempre será muito mais que uma orientadora, mas uma amiga e parceira de muitos momentos, congressos, workshops, viagens, autoria de trabalhos, artigos e de conversas simples ou mais importantes, desabafos e auxílio em situações  de grande stress, entre muitos outros que não há como descrever por falta de espaço. 



 Esses anos no grupo de pesquisa foram muito importantes, não somente para minha formação profissional, mas pela convivência, companheirismo e amizade de pessoas queridas que conheci e com as quais pretendo não deixar jamais de manter contato - talvez elas não tenham idéia do quanto possuem um papel fundamental em minha vida. Compartilho aqui essas breves palavras, as quais talvez não consigam traduzir totalmente esse momento que estou vivendo, mas elas estão repletas de afeto e de significado. Obrigado colegas e amigos do grupo de pesquisa Avaliação e Atendimento em Psicoterapia Cognitiva, vocês são muito especiais para mim!!! 

















Siga o link abaixo e lerá a notícia no site da IMED.




sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Dar férias para o nosso cérebro é importante...

Depois de um janeiro intenso de dedicação (com sucesso) a finalizar uma tese de doutorado, percebo que necessito com urgência de férias para descansar, dar "uma pausa para os meus queridos neurônios" e "recarregar as baterias" para um recomeço de atividades em 2011 - que promete!!!! Para inaugurar o ano acadêmico e já causando uma overdose de emoção: Banca de Defesa do Doutorado em Psicologia no Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUCRS.
Então, meu preparo inicial: FÉRIAS!!!!

E achei na Revista Mente e Cérebro, um texto que achei muito legal e decidi transcrever aqui, respeitando a autoria.
Férias no presente

Durante alguns dias de alienação as únicas preocupações do hipocampo são onde almoçar ou qual praia visitar
por Suzana Herculano-Houzel

Mente e Cérebro / Edição 215 - Dezembro 2010

Os livros da escola ainda teimam em dizer que o sistema nervoso é o conjunto de órgãos que nos permite detectar estímulos e responder a eles. Fosse apenas isso, não precisaríamos tirar férias: como bactérias, plantas e tantos outros seres desprovidos de cérebro, viveríamos eternamente no presente, docemente ignorantes do nosso futuro. No entanto, temos um cérebro tão capaz que consegue até encontrar problemas onde ainda não há nenhum, preocupando-se com o que provavelmente – mas só provavelmente – está por vir. Lembra do passado, revive agruras e infortúnios, faz o que pode agora para que eles não aconteçam novamente; desenvolve projeções para o futuro, tentando adivinhá-lo, e assim guia nossos passos.

Graças ao cérebro, somos seres dotados de passado e futuro – mas isso tem um preço: a ansiedade, essa capacidade de nos preocuparmos desde já com o que talvez nem chegue a acontecer. A ansiedade é um exemplo de quão cruel conseguimos ser com nós mesmos: nosso hipocampo é capaz de manter uma lista de problemas esperados rondando, ativos na memória, como uma agenda interna do que será preciso fazer eventualmente. Quanto mais ativo o hipocampo, mais alto fala em nossos ouvidos essa agenda interna, que ainda ativa um alarme próprio, implacável: o locus coeruleus, “lugar azul” do cérebro que, ao contrário do que o nome sugere, é responsável por nos deixar tensos, acordados, prontos para a ação – e preocupados com problemas por resolver.

Se por um lado pode ser útil antecipar problemas (porque assim nos preparamos de antemão e temos mais chances de resolvê-los), lidar todo dia com uma longa lista deles – trabalhos a entregar, prazos a cumprir, roupas a lavar, compras a fazer, contas a pagar – pode ser exaustivo. O que fazer nessas horas? Resolver os problemas ajuda, mas em geral fazemos isso só para então descobrir que outros apareceram em seu lugar. A opção, bem-vinda após períodos de grande ansiedade, é decretar, temporariamente, que problemas futuros não existem, ou no mínimo podem ser ignorados com segurança por alguns dias.

A esses preciosos dias de alienação mental damos o nome de... férias. Ah, a doce sensação de viver somente no presente, ainda que por poucos dias! Em férias de verdade, as únicas preocupações que o hipocampo representa para o resto do seu cérebro são imediatas e triviais: onde almoçar, qual praia ou museu visitar, qual das redes da varanda oferecer a melhor combinação de vento e sombra ou que livro ler primeiro. Reconhecer que tiramos férias da nossa capacidade de viver antecipando os problemas do futuro ajuda a planejá-las, ou pelo menos a evitar autossabotagens. Portanto, nada de levar computador para resolver de longe os problemas do escritório; celular deve ser só para ligar para fazer a reserva do restaurante. Avise no trabalho e em casa que você não vai poder atender o telefone. Emergência? SMS existe para isso. E nada de maratonas do tipo “Europa-inteira-em-uma-semana”, pois só serviria para arranjar mais ansiedade.

E se não der para tirar duas boas semanas de férias... Que tal aprender a transformar cada fim de semana em miniférias em casa, no presente, sem preocupações com o trabalho da semana seguinte ou com os prazos a cumprir? Não é tão difícil quanto parece; experimente começar desligando o computador e deixando os e-mails para a segunda-feira. Afinal, você merece – e ainda tem chances de começar a semana revigorado, e até se esmerando ainda mais naquilo que não pôde fazer nas suas miniférias: trabalhar!

Suzana Herculano-Houzel é neurocientista, professora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
 

Quem quiser acessar diretamente o texto, segue o link abaixo:























sábado, 1 de janeiro de 2011

FINAL DE ANO PROPICIA PENSAMENTOS E EMOÇÕES CONFLITANTES

Passadas as festas natalinas e de passagem de ano, troca de presentes, mensagens de afeto e fraternidade, um clima de agitação e ansiedade que pairava nas ruas da cidade, trânsito conturbado, pessoas impacientes, agora já é possível observar que o ritmo começa a mudar e todos se preparam para o novo ano. Apesar da mídia divulgar comerciais com imagens de famílias e amigos reunidos, todos sorridentes e felizes em torno do Natal e Ano Novo, o sentimento relatado por algumas pessoas é de uma profunda sensação de insatisfação e tristeza, o que geralmente vem acompanhado de auto-avaliações e pensamentos negativos, desencadeando muitas vezes conflitos no ambiente familiar ou profissional.

E vem o início de um outro ano e a “volta à realidade”. Muitos começam a fazer uma reflexão sobre suas vidas e percebem que os mesmos velhos problemas persistem e que suas metas para o ano que passou não foram alcançadas. E surgem então alguns sintomas difíceis de compreender: insônia, cansaço, mau humor, dores de cabeça, tristeza, angústia e, em alguns casos, até crises de pânico em pleno período de festas.

Para lidar melhor com tudo isso, necessitamos refletir sobre o que pode estar ocorrendo nesse momento. Com toda a certeza, final de ano não significa necessariamente momento de comemoração para todos, pois nessa época as pessoas costumam parar para avaliar o ano que passou, fazer “um balanço” de suas vidas e, muitas vezes, mesmo não sofrendo de um transtorno depressivo, podem se entristecer, ficar alheias ao clima de festa e apresentar “sentimentos e idéias de desesperança”.

Nesse sentido, podemos dizer que um dos prováveis desencadeadores do surgimento de tristeza é a contradição que o indivíduo experimenta entre a euforia externa e o sentimento interno. Enquanto os meios de comunicação mostram comemorações alegres, um clima de amor, confiança e respeito, a realidade pode ser muito diferente. Muitas pessoas não têm a possibilidade de uma comemoração familiar ou estão com problemas de relacionamento familiar, enfrentando casos de doenças, desemprego, talvez com dificuldades financeiras; algumas podem inclusive estar sofrendo pela ausência ou perda de um ente querido. Essas e outras situações propiciam o surgimento de pensamentos negativos e distorcidos sobre si mesmos, os outros e o mundo a sua volta, o que comumente ocorre de uma forma distorcida, ou melhor dizendo, com uma tendência a enxergar os problemas por uma visão “hipervalorizada”, o que pode dar uma falsa idéia de ser impossível solucioná-los.

Uma maneira mais saudável de lidar com essa questão é compreender a necessidade de enfrentar esse sentimento, valorizar as coisas positivas que a vida tem proporcionado, além de tomar atitudes simples, como pequenas mudanças de comportamento que podem melhorar a situação, tais como evitar ficar isolado ou afastar-se dos amigos, realizar atividades físicas e desenvolver algum “hobby” ou distração que traga momentos agradáveis, além de manter um padrão adequado de sono e alimentação. Um ponto fundamental é que ninguém necessita “fingir alegria” e “fazer coisas das quais não gosta” somente para agradar aos demais. O importante realmente é estar perto de pessoas queridas, com as quais existam vínculos verdadeiros e que propiciem um ambiente tranquilo.

Término de ano é um momento de profunda reflexão e de tomada de decisões para um novo ano que inicia. Porém, é importante manter o controle sobre as promessas e objetivos para o futuro, pois muitos deles são feitos no calor da emoção e euforia da ocasião. Temos que ter muito cuidado com planos de mudanças radicais da vida, objetivos grandiosos e, muitas vezes, impossíveis de realizar: essa postura pode gerar pensamentos extremamente negativos de fracasso e sentimentos de tristeza e frustração com a própria incapacidade ao nos depararmos com a impossibilidade de serem alcançados.

É mais adequado e saudável traçar objetivos bem realistas para 2011 e fazer promessas que possam ser verdadeiramente cumpridas, planejando as etapas de como chegar à meta pretendida. É melhor ponderar que alguns objetivos necessitam bastante esforço e somente serão alcançados a médio ou longo prazo, além de valorizar cada pequena conquista e buscar aprender com possíveis falhas nesse planejamento.

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

Cientistas brasileiros consertam 'neurônio autista' em laboratório e descobrem "genes saltadores"

A ciência vem evoluindo e fazendo descobertas que podem mudar o quadro de alguns transtornos num futuro talvez não tão longínquo. Alguns pesquisadores conseguiram transformar neurônios de portadores de  autismo em células saudáveis e mostraram  que é possível reverter os efeitos da doença no nível neuronal. Porém, os remédios testados em laboratório ainda não podem ser usados em pessoas com segurança.

Os mesmos cientistas descobriram que o cérebro de crianças com Síndrome de Rett apresenta um aumento da atividade de “genes saltadores”. Genes saltadores, segundo explicam os pesquisadores, são sequências de DNA repetitivas no genoma que aparentemente não têm nenhuma função, e por isso ganharam o apelido de “junk DNA” (DNA lixo). Eles se multiplicam no genoma neuronal através de um mecanismo de “copiar e colar”, aumentando o número de sequências no DNA.

Descobertas sensacionais e que abrem uma nova porta para o estudo do autismo!

Quem tiver interesse em ler mais sobre essas notícias, acesse os links abaixo:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/11/cientistas-brasileiros-consertam-neuronio-autista-em-laboratorio.html


http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2010/11/cerebro-de-autista-e-palco-de-copia-e-cola-de-genes-diz-biologo-brasileiro.html

sábado, 30 de outubro de 2010

Enfrentando as adversidades da vida: afinal, o que é essa tal resiliência?

Muitas circunstâncias nos roubam energia e nos trazem imenso sofrimento. Nem sempre conseguimos escolher quais os desafios que iremos enfrentar. Mas temos que ter em mente que cada um pode escolher como encarar e reagir às dificuldades no decorrer da vida. Uma coisa é certa: problemas surgirão um dia e temos que ser fortes para não sucumbir às circunstâncias indesejáveis que por acaso eles desencadearem...
Somos, na maioria das vezes, “complicadores” dos próprios problemas (fico na dúvida se essa palavra realmente é adequada, mas ouso usá-la aqui): precisamos estar atentos aos gatilhos que acionam o estresse e fazem aumentar ainda mais os nossos problemas do cotidiano.
O que eu acredito sinceramente é que podemos escolher entre enfrentar as adversidades da vida com um olhar de pessimismo e desânimo ou buscar/utilizar a resiliência através de uma postura de mais otimismo e perseverança. Porém, o que é essa tal resiliência?
Sob um ponto de vista mais científico, podemos citar Yunes & Szymanski (2001), estudiosos que referem o conceito de resiliência enquanto “processos que explicam a superação de crises e adversidades em indivíduos, grupos e organizações”. Nesse contexto, é possível dizer que resiliência é a capacidade que temos de reagir de maneira mais assertiva às dificuldades e crises que surgem ao longo de nossa vida.
Isso é fácil de falar, mas é fácil de fazer? Não, e esse é o desafio maior.
Então: precisamos estar alertas e sermos mais resilientes nos momentos mais difíceis de nossas vivências, buscando manter comportamentos baseados em otimismo, confiança, flexibilidade, assertividade, criatividade e perseverança.
E, para encerrar essa reflexão, nada melhor do que usar as palavras de Mário Quintana, um poeta que soube demonstrar sua resiliência frente às adversidades da vida através da poesia...

Epílogo

Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma...
Tudo agora está suspenso.
Nada agüenta mais nada.
E sabe Deus o que é que desencadeia as catástrofes,
E o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe...
Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca...
Outras vezes senta uma mosca e derruba uma cidade.

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

O que você pensa e sente pode afetar sua saúde física?

 A lista de estudos científicos que demonstram que o pensamento e as emoções das pessoas podem contribuir para a sua saúde física e bem-estar vem aumentando. Diversas áreas de estudo, incluindo a medicina, a neurociência, imunologia, genética, psiquiatria e psicologia estão realizando investigações a respeito da importância de tratar a pessoa como um todo - corpo e mente - para a promoção da saúde, tratamento e prevenção da doença.
Sugiro a leitura de um pequeno artigo de Susan Smalley, Ph.D.Professor in the Department of Psychiatry and Biobehavioral Sciences at UCLA " Mind Body Medicine: Can What You Think and Feel Affect Your Physical Health?"